O AVE "galego" de Arábia já
está pronto
O consócio
espanhol, que inclui a empresa de Ourense, COPASA, finaliza as obras do comboio
a MECA, que arrancará em Janeiro de 2018.
O AVE entre Meca e Medina, as duas
cidades santas do Islão, já é uma realidade.
Uma
realidade com 450 quilómetros de carris, respectivas linhas de comunicação e
quatro macro-estações, uma obra gigantesca no meio de um deserto de pedra e areia
na Arábia Saudita encarregada a um consócio espanhol no qual a empresa de
construção COPASA, empresa da Galiza, tem um papel importante.
Toda a via
já está preparada e apenas falta começar a circulação dos comboios, para os
testes em Janeiro próximo.
No final do primeiro trimestre de
2018 está previsto o início do serviço comercial para uma movimentação diária de
160000 passageiros. Esta ligação foi concebida exclusivamente para o transporte
de peregrinos entre as duas cidades, sendo que actualmente só o podem fazer por
via rodoviária.
O custo de toda esta infraestrutura
alcança a cifra de quase 6800 milhões de euros.
O grupo de
empresas de Ourense a que preside José Luís Suárez - sendo ele próprio o maior
acionista - teve a seu cargo a construção de três troços com um total de 240
quilómetros.
Em Junho
completou-se a montagem das vias entre as estações de Yeda e Meca. A parte mais
difícil para o trabalho desta firma foi o atingir Meca devido aos sucessivos
atrasos acumulados pelo consócio chinês-saudita responsável pelos trabalhos de
preparação da plataforma onde estão montadas as vias. Estes atrasos foram
sobretudo devidos à abertura de trincheiras na saída de Yeda.
Os trabalhos
ainda pendentes limitam-se ao nivelamento, soldaduras e tensões, cujo final
está previsto para o próximo Novembro.
A parte
restante da via (207 quilómetros) foi executado pela firma OHL, empresa de
Villar Mir, que agora trabalha nas ligações de via do trajecto com o aeroporto
de Yeda, entre Meca e Medina.
A presença
de empresas galegas nesta infraestrutura grandiosa no deserto afirmou-se quer
pela presença de chefes de obra como de pessoal de empresas subcontratadas e
até aos serviços de restauração para o acampamento que a COPASA tinha na zona,
junto a uma oficina e a uma fábrica de condutas, tudo no meio de nada e sob temperaturas
de mais de 50 graus em alguns meses.
Havia cerca de
cinquenta trabalhadores galegos, de um contingente que chegou a movimentar
cerca de 200 pessoas vindas de Espanha e meio milhar de trabalhadores locais.
Uma boa
parte de todo este pessoal já está desactivado, mas na Arábia Saudita - um país
complicado para condições de trabalho quer pelas condições climáticas, quer
pelas condições políticas - ficará durante os próximos 12 anos de contrato
pessoal para a manutenção de via.
Citando La Voz de Galícia de 20171005
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