sábado, 14 de outubro de 2017

Alta Velocidade Medina-Meca

O AVE "galego" de Arábia já está pronto
O consócio espanhol, que inclui a empresa de Ourense, COPASA, finaliza as obras do comboio a MECA, que arrancará em Janeiro de 2018.

O AVE entre Meca e Medina, as duas cidades santas do Islão, já é uma realidade.
Uma realidade com 450 quilómetros de carris, respectivas linhas de comunicação e quatro macro-estações, uma obra gigantesca no meio de um deserto de pedra e areia na Arábia Saudita encarregada a um consócio espanhol no qual a empresa de construção COPASA, empresa da Galiza, tem um papel importante.
Toda a via já está preparada e apenas falta começar a circulação dos comboios, para os testes em Janeiro próximo.
No final do primeiro trimestre de 2018 está previsto o início do serviço comercial para uma movimentação diária de 160000 passageiros. Esta ligação foi concebida exclusivamente para o transporte de peregrinos entre as duas cidades, sendo que actualmente só o podem fazer por via rodoviária.
O custo de toda esta infraestrutura alcança a cifra de quase 6800 milhões de euros.
O grupo de empresas de Ourense a que preside José Luís Suárez - sendo ele próprio o maior acionista - teve a seu cargo a construção de três troços com um total de 240 quilómetros.
Em Junho completou-se a montagem das vias entre as estações de Yeda e Meca. A parte mais difícil para o trabalho desta firma foi o atingir Meca devido aos sucessivos atrasos acumulados pelo consócio chinês-saudita responsável pelos trabalhos de preparação da plataforma onde estão montadas as vias. Estes atrasos foram sobretudo devidos à abertura de trincheiras na saída de Yeda.
Os trabalhos ainda pendentes limitam-se ao nivelamento, soldaduras e tensões, cujo final está previsto para o próximo Novembro.
A parte restante da via (207 quilómetros) foi executado pela firma OHL, empresa de Villar Mir, que agora trabalha nas ligações de via do trajecto com o aeroporto de Yeda, entre Meca e Medina.
A presença de empresas galegas nesta infraestrutura grandiosa no deserto afirmou-se quer pela presença de chefes de obra como de pessoal de empresas subcontratadas e até aos serviços de restauração para o acampamento que a COPASA tinha na zona, junto a uma oficina e a uma fábrica de condutas, tudo no meio de nada e sob temperaturas de mais de 50 graus em alguns meses.
Havia cerca de cinquenta trabalhadores galegos, de um contingente que chegou a movimentar cerca de 200 pessoas vindas de Espanha e meio milhar de trabalhadores locais.

Uma boa parte de todo este pessoal já está desactivado, mas na Arábia Saudita - um país complicado para condições de trabalho quer pelas condições climáticas, quer pelas condições políticas - ficará durante os próximos 12 anos de contrato pessoal para a manutenção de via.

Citando La Voz de Galícia de 20171005

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