
Desde o alvorecer dos caminhos de ferro em toda a Europa era vulgar as administrações ferroviárias utilizarem os comboios mistos, entendendo-se como comboio misto, um comboio com serviço simultâneo de passageiros e mercadorias, formado por carruagens e vagões os quais eram descarregados/carregados nas estações consoante a viagem prosseguia.
Igualmente nas estações e consoante as necessidades os vagões eram adicionados ou retirados à composição.
Com a evolução do transporte ferroviário o trafego de passageiros foi sendo separado do transporte de mercadorias dadas as exigências de celeridade e comodidade que o cliente-passageiro foi exigindo.
Por outro lado o tráfego de mercadorias especializou-se cada vez mais e deixou de poder ser compatibilizado com o tráfego de passageiros.
Os últimos exemplos de comboios mistos foram sendo relegados para pequenos ramais, de pequeno tráfego, onde a gestão da frota de transporte ainda por vezes aconselhava o uso de tal tipo de composição.
No século XXI pensar-se-ia que o comboio misto estaria extinto.
Pois bem, conforme a foto anexa mostra ainda há situações aonde o comboio misto ainda vai sobrevivendo na Europa.
O caso que a foto mostra situa~se na Bósnia, aonde as exigências de racionalização da tracção disponível impõem um comboio misto.
A foto é de 8 de Junho de 2008, obtida em Novi Grad, onde se pode observar uma locomotiva GM da ZFBH de matrícula 661-305 manobrando um comboio regional, que é misto.
A composição neste caso é muito peculiar pois as duas carruagens usadas neste serviço são duas carruagens que já foram carruagens literas (serviço camas) e que foram transformadas em carruagens comuns de serviço diário.
Nesta ocasião o vagão era único, um Ealos, mas nada obsta que noutros dias não sejam mais.
Este comboio regional efectua o trajecto Bihac-Novi Grad.
O aproveitamento da capacidade de tracção existente leva ao retorno da solução de comboio misto.
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