sábado, 11 de abril de 2009

Portos Portugueses e a América do Sul

Conforme noticia o semanário "SOL", na sua edição de 2009.04.10 (Nº 135), no seu caderno Confidencial:

O Governo promove portos na América do Sul

Na próxima segunda feira, dia 13, o governo lança uma operação de promoção das plataformas logísticas portuguesas junto de responsáveis políticos, empresários e operadores portuários sul-americanos.

A Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, e representantes dos portos de Sines, Setúbal, Lisboa, Aveiro e Leixões vão apresentar no Brasil e na Argentina as potencialidades de de Portugal enquanto porta de entrada de mercadorias na Europa e ponto de triangulação entre o Velho Continente, África e América do Sul.

(...)

Na próxima terça feira, dia 14, a Secretária de Estado inaugura o pavilhão da Associação de Portos de Portugal na maior feira de logística da América Latina, em São Paulo, Brasil.

Na Argentina, a governante e os representantes do Metro de Lisboa e CP assinam protocolos com Buenos Aires para o fornecimento de material circulante e para a modernização da linha de San Martin, que liga a capital aos Andes.

Pedro Guerreiro


Resta acrescentar o seguinte a esta notícia que já há muito tempo desejamos que seja realidade mas que tem sempre sido sujeito a resistências político-caciqueiras.

Desde muito cedo se habituou a vender-se como porto apenas o de Lisboa, mesmo quando este não tem qualquer aptidão para o tipo de negócio em questão.

Todos os outros portos, por vezes mais apropriados do que o próprio porto de Lisboa, eram relegados para sombrias alternativas e daí não se ter rentabilizado as correspondentes mais valias locais.

Por outro lado nunca se explorou condignamente as possibilidades de esses portos servirem de porta ao seu hinterland.

Finalmente, e tendo em conta o último parágrafo da notícia citada e a situação financeira económica mundial e da Argentina em particular, muito me apraz chegar à conclusão de que este país já conseguiu satisfazer as obrigações referentes ao material já exportado e em circulação no mesmo.

Com este arrumo de contas pode-se avançar para outras negociações. No entanto, cresce-me a dúvida de se ainda existirá material excedentário para venda, face às últimas dificuldades que a CP tem tido em poder alugar um conjunto de seis carruagens convencionais para um tráfego alugado por terceiros.

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