quarta-feira, 1 de abril de 2009

Linha do Tâmega encerrada para obras

Com a devida vénia transcreve-se a notícia de 31 de Março publicada pelo Público referente à reunião da Secretária de Estado com as autarquias ainda servidas por esta linha férrea entretanto encerrada por alegados motivos de segurança.


Secretária de Estado dos Transportes

Linha do Tâmega encerra dois anos para obras

A linha do Tâmega, que tem a circulação de comboios suspensa desde 25 de Março por razões de segurança, vai estar encerrada para obras de requalificação durante dois anos, anunciou hoje a secretária de Estado dos Transportes.

Ana Paula Vitorino, que se reuniu hoje em Amarante com os autarcas de Amarante e Marco de Canaveses e presidentes das juntas de freguesia servidas pela linha férrea, reafirmou, com base no relatório que lhe foi entregue na semana passada pela Refer, que a linha - 12 quilómetros de via férrea entre Livração, na linha do Douro e Amarante - não tinha condições de segurança para se manter aberta.

"Os carris e as travessas estão em profundo estado de degradação", frisou. "Dentro de quatro meses teremos a obra a iniciar e a estimativa que temos de suspensão do serviço é de cerca de dois anos", afirmou a secretária de Estado, que adiantou que a Refer vai tentar encurtar aquele prazo.

"Temos que pôr uma linha capaz, segura e que quando reabrir deve ser uma linha com melhor serviço e melhor coordenação com os comboios que vão para o Porto e ainda com comboios mais confortáveis", assegurou Ana Paula Vitorino.

Algumas dezenas de pessoas das freguesias servidas pela linha ferroviária do Tâmega manifestaram-se hoje em Amarante à chegada da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino. Os populares queixam-se, sobretudo, de "não terem sido avisados" da suspensão da circulação dos comboios e desconfiam que o Governo pretenda encerrar a linha férrea "definitivamente".n

PÚBLICO, Lusa

Não estando em causa as conclusões do relatório o mesmo vem apenas tornar pública a incompetência da gestão da infraestrutura ferroviária nos últimos anos e especialmente pôr em relevo os efeitos da decisão do ministro da tutela que levou a uma redução drástica dos montantes disponíveis e usados pela REFER para a manutenção em condições de operação e segurança da infraestrutura a seu cargo e responsabilidade.

Ressalta que o facto de não se manter a manutenção da infraestrutura no nível conveniente acrescida de não se efectuar outro tipo de intervenções que o decurso dos anos impõe regularmente, afim de se obter um equilíbrio contabilístico só poderia conduzir a uma situação insustentável em termos técnicos.

Tenhamos a esperança que os previstos 730 dias, para uma infraestrutura de 13km que é que o resta da linha do Tâmega, sejam suficientes pois teremos que contar que, na melhor das hipóteses os próximos 120 dias vão ser usados para fazer os estudos, aprovar os trabalhos e efectuar o caderno de encargos do concurso a abrir. De seguida, decorrerá um período de 180 dias até que todas as demarches do concurso estejam cumpridas e iniciem-se os trabalhos verdadeiramente.

Ou sejam os próximos 300 dias nada sucederá no terreno restando 430 dias para tal tarefa.

Haja esperança!!!!

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