Vejamos:
Quando o actual ministro da tutela entrou em funções as directivas para a REFER foram as de reduzir drasticamente os custos de manutenção e reparação das vias férreas, o que tem vindo a ser executado com os correspondentes efeitos.
Mesmo assim a REFER na linha do Corgo tem vindo a efectuar manutenções profundas, com substituição de travessas e carris, além de outros trabalhos menores, na tentativa de manter o padrão mínimo nesta linha.
Até ao presente não houve qualquer tipo de problema que pudesse levantar dúvidas extremas acerca da manutenção da escassa circulação ferroviária.
Um estudo, concepção de projecto, concurso para a sua execução só por si excede seis meses o que significa que antes que se faça algo não há trânsito na via férrea durante esse tempo.
Depois estranhamente 25 km nesta linha bem sinuosa levam menos tempo a executar do que 13km da do Tâmega bem menos sinuosa.
Finalmente, as conclusões do relatório dos suiços eram tão graves que levam ao encerramento imediato, e como de certeza elas não surgiram de repente, então tudo indica que já há muito tempo que a Secretaria de Estado andava a pôr em risco a vida de quem lá passava!!!
Ou será gato escondido de rabo de fora ???
Não gostaria que isto fosse apenas mais um início de um certo tipo de telenovela.
Linha do Corgo só reabre em Setembro de 2010Afinal, o governador civil de Vila Real, Alexandre Chaves, não sabia do que falava quando, na semana passada, disse que a Linha do Corgo deveria abrir ainda este ano.
"Seria impossível reabrir tão cedo", garantiu ontem, na presença do próprio governador civil, a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, logo após ter anunciado que aquela linha só deverá voltar a receber o comboio em Setembro de 2010. Ou seja, daqui a um ano e meio. Ainda assim, mais cedo do que a Linha do Tâmega, cujos trabalhos de reabilitação deverão demorar dois anos.
A governante, que se reuniu, de manhã, em Amarante e, à tarde, em Vila Real com autarcas e outros responsáveis regionais, anunciou ainda o lançamento, até ao final do próximo mês de Junho, da empreitada de electrificação do troço Caíde/Marco da Linha do Douro, no montante de 70 milhões de euros. A electrificação do troço Marco/Régua, essencial para tornar o comboio da Linha do Douro competitivo, não está ainda calendarizada (o projecto de execução está a ser feito).
Ana Paula Vitorino justificou os prazos alargados para a reabilitação das Linha do Corgo e do Tâmega com a natureza dos trabalhos que é necessário fazer. "Vai ser feita uma reabilitação quase total das linhas", afirmou. Irão ser substituídos os carris, travessas, balastro e fixações e realizadas intervenções em vertentes, muros, taludes, drenagem e passagens de nível. A Refer tenciona investir 15,3 milhões de euros na Linha do Tâmega e 27,3 milhões na Linha do Corgo.
Algumas dezenas de populares do vale do Corgo deslocaram-se ontem a Vila Real, mas acabaram por desmobilizar mal foram informados da data prevista para a reabertura da linha. Nem mesmo a falta de informação prévia dos utentes animou os ânimos.
Ana Paula Vitorino explicou que tomou a decisão de encerrar as duas linhas no passado dia 24, após ter recebido nesse mesmo dia um relatório que apontava para a possibilidade de poderem ocorrer acidentes devido ao mau estado das vias. A governante diz ter levado em conta a opinião de peritos suíços habituados a lidar com linhas de montanha.
42,6 milhões de euros é quanto a Refer tenciona investir na recuperação das linhas n
Pedro Garcias
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