E ainda lamentamos mais que tenham puxado o tapete à Secretária de Estado, pessoa que até queremos acreditar que esteve de boa fé ao início quando andou a defender a continuação desta linha.
Infelizmente nem o próprio ministro de que depende nem ninguém dentro do governo foi uma alma caridosa para avisar a senhora Ana Paula Vitorino que a causa era perdida e não valia a pena tantos esforços.
O rio Tua foi vendido a alguém cuja acção quer quando esteve no governo, quer em empresas públicas apenas se pauta por parâmetros economicistas independentemente de todos os outros custos que possam ocorrer.
Já se sabe que a barragem não irá gerar uma percentagem significativa de energia no conjunto do país que justifique a sua obra.
Já se sabe que a sua construção embora simples em termos de betão poderá ser no futuro uma bomba relógio para um rebentamento e consequente inundação.
Já se sabe que a construção da barragem não trará quaisquer postos de trabalho para a região e ao invés acaba com os poucos que lá existem e com algumas produções que são únicas, mas insiste-se na barragem.
Dúvidas ??? Aonde estão os tais milhares de postos de trabalho do Alqueva ???
ComboiosFuturo da Linha do Tua depende da construção de barragem, diz secretária de Estado
A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, reafirmou ontem à noite, em Vila Real, que o futuro da Linha do Tua está dependente da decisão sobre o processo de avaliação de impacto ambiental da Barragem de Foz Tua.
A circulação na Linha do Tua está suspensa há mais de meio ano entre o Cachão e a estação do Tua, desde o último acidente, a 22 de Agosto, que provocou uma vítima mortal.
Questionada sobre o futuro desta via, Ana Paula Vitorino afirmou que neste momento se aguarda a decisão sobre o processo de avaliação de impacto ambiental da Barragem de Foz Tua.
A responsável falava após uma reunião para explicar a suspensão e as obras a fazer na Linha do Corgo, encerrada desde a semana passada por motivos de segurança.
Referiu ainda que as orientações estratégicas para o sector ferroviário definem "a segurança como uma das principais apostas".
"Seguramente que nunca serão questões orçamentais que vão pôr em causa investimentos necessários para a segurança", sublinhou.
Instada a comentar o facto de, na semana passada, a Refer ter assumido pela primeira vez que o futuro da linha do Tua está dependente da barragem de Foz Tua, a responsável considerou haver um "equívoco" porque a empresa dona da linha "participou na consulta pública tal como todas as entidades e fê-lo no âmbito do exercício do seu livre arbítrio".
"Nunca vi a Refer dizer que não sabia que existia um projecto de construção da barragem. Vi sim algumas notícias que diziam que a Refer dizia que não o conhecia", referiu.
A Refer nunca se tinha pronunciado sobre as implicações da barragem, apesar de todos os estudos apontarem para a submersão de parte da linha, independentemente da cota da albufeira.
O início da construção da barragem de Foz Tua aguarda pela Declaração de Impacte Ambiental que, caso seja favorável, implicará a desactivação imediata dos últimos quatro quilómetros da linha.
nLusa
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