Os Caminhos de Ferro são pela sua diversidade uma verdadeira mina de património.
Como o conservar e deixar disponível para o futuro ?
Uma parte dele é relativamente fácil de o conservar. As obras de arte da infraestrutura e os edifícios mesmo depois de desactivados da actividade ferroviária poderão ser integrados na comunidade local mesmo que com outras funções.
Mas o mesmo já não se passa com o património móvel, locomotivas, vagões e carruagens os quais quer em exposição estática, quer em uso móvel, exigem manutenção e cuidados próprios, muito similares aos que receberam na sua vida activa.
Claro que não é função primeira de uma entidade que explora o serviço ferroviário o de conservar todo o património que vai retirando do serviço útil. No entanto, a sua colaboração ao disponibilizar certos meios que não estão ao alcance de qualquer um pode ser uma ajuda valiosa e digamos que eticamente correcta.
Portanto, falta a componente que não é de somenos importância, representada pelos entusiastas, amigos do CF, que terão de complementar a conservação e fruição do património.
E aqui é que a porca torce o rabo!
Infelizmente em Portugal, entusiastas para entrar na fotografia do acontecimento ou tentar tirar dividendos da sua presença, abundam e sobejam. Mas, daqueles para contribuir o seu tempo, esforço e conhecimento, tirando alguns "carolas" que os dedos de uma mão chegam para os contar, é espécie que rareia fortemente.
E enquanto formos um país de treinadores de bancada, o património que se cuide!!!!
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